O acidente na Fukushima é um ponto de inflexão na seguridade nuclear

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Amanha, quinta-feira, 17 de março Ecologistas en Acción convoca manifestações em mais de 30 cidades espanholas, para expressar solidaridade com o povo japonês e uma posição contraria à energia nuclear.

Fukushima Daichii sufreu o segundo acidente nuclear mais grave da historia, depois de Chernobyl. Para Ecologistas en Acción o acidente pode ser clasificado com um level 6 na Escala INES de eventos nucleares,o máximo seria 7. A situação é grave, especialmente no reator número dois pelo vazamento de substâncias radioativas. Ecologistas en Acción pede o encerramente progressivo das unsinas ou centrais nucleares, sendo a primeira a central de Garoña (Burgos).

Houve danos nos seis reactores de Fukushima, inclussivél aqueles que estavam parados no momento do sismo. A situação mais crítica estaria no reator número dois onde uma explosão danificou a contenção de combustível e se produziram as maiores emisiones de material radiativo. Alem disso as capas exteriores dos reatores 5 e 6 foram retiradas para evitar novas explosões, isso provoca uma maior saida de radioatividade. Não está claro qual é o status de piscinas de combustível usado, alias as informações indicam que possivemente no reator número quatro teria danos. Isso adiciona um ponto de perigo, pois as piscinas tem um alto nível de resíduos contaminados.

Não é possivél argumentar que as plantas japonesas resisteram um sismo ou um tsunami, pois há uma situação critica onde a fuga radioativa foi detectada a centos de kilometros do acidente. .

Ecologistas en Acción acha que o uso da energia nuclear é um risco e defendem a não utilização dela. Por improvavel que sejam os riscos estes podem acontecer.

As usias nucleares da Espanha tem problemas que nós colocam num risco inasumivel. A usina nuclear de Garoña (Burgos) é muito semelhante ao do reator número um Fukushima I, mas com muitos mais problemas de segurança. Portanto, o mais razoável seria fecha a mesma e não prolongar a vida da usina até 2013. A usina de Cofrentes, usa a mesma tenologia que a de Garoña, estas usias são vulneráveis a eventos externos ao núcleo. Poderia se produzir um acidente semelhante ao sofrido pelos reatores japonês. Além disso, o lago artificial de Tarancon, acima da usina, não aguentaria um sismo, o reator se cheiraria de água agravando a situação.

Almaraz I e II (Cáceres) tem um sistema de refrigerarão baseado no lago artificial de Arrocampo exterior, lago que também não suportaria um sismo. Para este mesmo sistema de irrigação foram construídos descer aquela parte que está licenciado sismicamente. A usina nuclear de Asco I e II (Tarragona) está localizada em uma área de argila expansiva que avança 10 cm por ano, dependendo das chuvas. Esta situação requer vigilância constante destes margas pela CSN.

E a Usina nuclear deTrillo (Guadalajara) está localizado não muito longe da espingarda, que experimentou um terremoto de magnitude 4,2 em 2007. Embora o terremoto foi de intensidade baixa, devemos levar em conta que os sismólogos não espera que ocorram na área do planalto estéril, que não foi considerado sismicamente ativas.

Como foi mostrado, muitas das nucleares espanholas têm um risco potencial, de modo que a medida mais sensata seria fechada, a fim de dispensar a energia nuclear em 2020.

Por tudo isso e em solidaridade com as vítimas do terremoto, Ecologistas em Ação pediu nesta quinta-feira 17 de Março, um dia de ação em solidaridade com o povo do Japão e do abandono da energia nuclear.




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